CONTRATO DE SUBMISSÃO

O Contrato de Submissão é quase tão antigo quanto à comunidade BDSM brasileira, que por sinal é bem nova, a primeira vez que ouvi falar foi em 2001, no site do Carcereiro   http://carcereiro.site/.

Na verdade o Contrato de Submissão nunca foi visto com qualquer valor pela comunidade BDSM, praticamente não me lembro de pessoas experiêntes utilizando isso, pelo menos quando fizeram o contrato não eram, sempre foi algo mais para iniciantes.

Ele foi ultimamente colocado em moda pelo pessoal que assistiu o ridículo 50 Tons de Cinza, trazendo uma legião de Grays e de Anastácias românticas para o meio BDSM.

Um contrato de submissão que não se resuma em a submissa concordar com a condição de obedecer e realizar todos os desejos e ordens do Dominador, não representa de forma alguma  uma relação Dominador/submissa, ao contrário do que parece, não representa nem sequer uma Ds, porque, na verdade  o DOMINADOR coloca o que ele quer e a submissa diz não, a submissa diz o que ela quer e o DOMINDOR concorda, logo não existe nenhuma dominação por parte  do Top, ele apenas atende as ordens e desejos do Botton, digo que isso nem BDSM é, pois é apenas um acordo para práticas SM,  controlada totalmente pela submissa.

Teoricamente ele é um fetiche muito legal, mais na prática tem um impacto negativo pra quem já tem uma certa experiência, quase que uma tentativa de provar que os integrantes do contrato levam o BDSM a sério.

Vamos analisar a moralidade do contrato..

Garantir o que foi acertado entre o Top e o Botton?

- Caramba se você precisa de um contrato pra garantir que o Top não faça o que você não quer, já esta tudo errado, se não confia no Top, nem comece o relacionamento.

- Você acha que o Top vai esquecer o que acertou, melhor ler o contrato antes, pra ele ficar no lugar obediente dele.

- Você vai levar ele no tribunal BDSM por quebra de contrato e pedir indenização.

- Você vai usar esse contrato pra mostrar para todos que tem um relacionamento BDSM, bem a coleira tem muito mais respeito que isso.

- Você é fã de carteirinha do filme 50 tons de cinza e é seu fetiche e ninguém tem nada com isso.

 

Vamos analisar o lado legal do contrato.

O CONTRATO DE SUBMISSÃO NÃO TEM VALOR NENHUM LEGALMENTE.

Se o Botton prestar queixa contra o Top, esse contrato não vale nada, talvez como um atenuante na frente do delegado, para que ele confronte o botton, mas se mesmo assim o botton insistir em prestar queixa, o processo vai para o Ministério Público, e lá, o contrato não tem valor, porque o promotor pode achar que o Top é uma ameaça à sociedade e as coisas se complicam muito.

Acho até que um contrato de praticas ilegais, pode ser  usado como um agravante de premeditação de um crime, a pessoa mesmo sabendo que é contra a lei tal procedimento, vai descreve e assina como ela vai cometer um ato criminoso conscientemente com a participação de outra pessoa, pensa comigo isso não parece algo extremamente burro.

Sim esse caso já aconteceu em 2004 ou 2005 e independentemente do contrato apresentado pelo Top, o mesmo foi condenado, isso foi tema de uma rodada de discussão no Clube Dominna.

Mas temos que lembrar que a analise jurídica, quer queiram ou não evoluí conforme a sociedade se modifica, então......

MESTRE YoY.